Esporte & Marketing
Futebol, outros esportes e marketing digital por Gustavo Andrade

Os desafios em um ano como primeiro produtor interno da Rock Content

Equipe Rock ContentDa redação para uma startup. Do jornalismo esportivo para o marketing de conteúdo. Há um ano, tomei a decisão mais drástica em toda a minha carreira até aqui. Pedi demissão dos Diários Associados e me juntei à equipe da Rock Content.

A mudança gerou inseguranças iniciais, demandou muito estudo e, consequentemente, gerou muito aprendizado. Neste post, contarei um pouco dessa história e de como me tornei o primeiro produtor interno da maior empresa de marketing de conteúdo da América Latina.

O que veio antes da mudança para a Rock

É de conhecimento público que as empresas de comunicação passam por crises financeiras, sobretudo os jornais impressos. A dificuldade para se adaptar às novas modalidades de consumo de informação, assim como más decisões administrativas, impactam seriamente essas companhias. Demissões em massa se tornaram frequentes nos últimos anos. E não é diferente com os Diários Associados.

Desde a minha adolescência, havia decidido que minha carreira seria no jornalismo. Completamente alucinado por esportes desde os meus primeiros anos de vida, minha intenção mesmo era trabalhar com jornalismo esportivo.

Em dezembro de 2008, depois de ter passado por um período como trainee no Estado de Minas, na editoria de Gerais, concluí o curso de jornalismo na PUC Minas. Inicialmente, não tinha perspectiva de emprego, até ser convidado pelo professor Fernando Lacerda a fazer parte da equipe do UOL Esporte em Belo Horizonte.

Minha trajetória no UOL foi até julho de 2011. No mês seguinte, parti para os Diários Associados, onde fiquei por cinco anos. Como repórter do Superesportes e com matérias produzidas também para o Estado de Minas, realizei os sonhos de cobrir uma Copa do Mundo e acompanhar no Rio de Janeiro os Jogos Olímpicos de 2016.

Porém, a falta de perspectiva gerada pela crise dos meios de comunicação acabou sendo um impulso para seguir outros rumos. Depois de voltar do Rio, decidi que era hora de buscar um novo caminho. Já havia cursado MBA em Comunicação e Marketing Digital na FGV. O marketing foi, portanto, a minha escolha.

Antes de entrar em qualquer processo seletivo, tinha de me preparar. Aconselhado por amigos que já haviam trocado o jornalismo pelo marketing digital, fiz cursos da Hubspot e da Rock Content — para quem tiver interesse, é altamente recomendável acompanhar o que é oferecido gratuitamente pelas duas empresas.

Vi então um anúncio de uma vaga na Rock Content, me candidatei, passei pelo processo seletivo e, assim, foi iniciada minha trajetória na maior startup de marketing de conteúdo da América Latina.

Da redação para a startup

A saída dos Diários Associados, grupo administrado pela família Teixeira da Costa, para uma startup de marketing e tecnologia foi uma mudança drástica. Depois de passar 8 anos acostumado a trabalhar em fins de semana e feriados, eu, enfim, teria esses dias livres.

Saindo de uma empresa familiar e todas as características próprias desse tipo de organizações, passei a conviver com um ambiente em que não há qualquer código de roupas — na Rock, você trabalha vestido como bem entender —, há happy hour com cerveja liberada toda sexta-feira, tem lanche gratuito na própria empresa e até piscina de bolinhas.

Entretanto, trabalhando numa empresa com crescimento exponencial como a Rock, é preciso se adaptar rápido, entender um novo cenário e aceitar que os processos são modificados dia após dia, com o “carro em movimento”.

Cercado de alguns dos melhores profissionais de marketing do Brasil, eu fui o primeiro produtor interno da Rock Content, numa equipe iniciada com a também jornalista Marina Rigueira, com quem havia trabalhado nos Diários Associados. Até outubro de 2016, todo o conteúdo produzido pela Rock era feito com uma base de mais de 10 mil freelancers.

Numa decisão estratégica para melhorar ainda mais a qualidade do conteúdo oferecido aos seus mais de mil clientes e poder entregar textos mais técnicos, a Rock decidiu ter produtores editoriais, que passariam a produzir internamente o conteúdo de alguns clientes.

No princípio, a iniciativa tinha como objetivo melhorar aquilo que era entregue a alguns clientes insatisfeitos. E aí vieram os primeiros desafios.

Os desafios em uma startup de crescimento exponencial

Como disse, minha missão inicial era contornar a insatisfação de alguns clientes, de diferentes mercados, com os conteúdos que haviam sido produzidos por freelancers. Depois de passar oito anos consecutivos escrevendo sobre esporte, eu tinha agora de saber um pouco sobre como a inteligência artificial poderia ser usada no varejo ou como funciona o lay-off, por exemplo.

Para entregar o melhor conteúdo aos nossos clientes, nós realizamos entrevistas com eles ou com alguém que eles indiquem. A preparação para essas entrevistas envolve muita pesquisa. Afinal, é preciso chegar bem preparado para entender sobre diversos assuntos, na maioria das vezes muito distantes das nossas rotinas diárias.

O desafio inicial era entender sobre esses vários mercados e conseguir entregar o melhor conteúdo possível, já que meu trabalho era reverter a insatisfação desses clientes.

A missão não foi fácil. E a autocobrança pode ser implacável quando você tenta acompanhar o ritmo de uma empresa com taxas de crescimento vertiginoso e performar da melhor forma possível. É preciso ter autocontrole e se autogerenciar muito bem. A preocupação excessiva com o trabalho é um dos motivos do Burnout, e é preciso estar muito atento ao estresse antes que seja tarde demais.

A cultura vem antes da performance

É nesses momentos em que as coisas parecem estar ruins em que se percebe a grandiosidade das pessoas, dos profissionais e das empresas. Nas situações mais difíceis, a família, os amigos e a namorada são grande alicerce. Mas os colegas de trabalho têm papel fundamental para que você se sinta mais confortável no trabalho e esteja apto a entregar o seu melhor.

Na Rock Content, todos os profissionais aprendem desde o primeiro dia: mais importante que entregar bons resultados é ter fit cultural e estar alinhado aos valores da empresa. Como bem diz o Edmar Ferreira, CEO da Rock, se você não tiver bom fit cultural, não quer dizer que você seja mau profissional. Apenas não está no local mais adequado para trabalhar.

Aprender e ensinar: compartilhando o conhecimento

Dois dos principais valores da Rock Content envolvem aprender e ensinar. Para trabalhar com marketing digital, é preciso estudar constantemente. E num ambiente com gente muito capacitada, você tem muito a aprender, além de poder sempre ensinar algo novo a um colega.

Com pessoas sedentas por conhecimento, nós compartilhamos esse conhecimento constantemente. Crescendo como profissionais, nós impulsionamos a Rock a manter as altas de crescimento ano após ano, trimestre após trimestre, dia após dia.

Na Rock Content, se leva a sério o sentido de colaborar, que nada mais é que “trabalhar junto”.

Aprendendo sobre diferentes setores

A minha equipe, que nasceu comigo e a Marina Rigueira, já conta com 10 pessoas. Quando cheguei à Rock há um ano, eram pouco mais de 170 profissionais. Hoje, são mais de 260.

A melhoria constante de processos e a busca incessante por atender os clientes da melhor forma tornam nossos serviços e produtos cada vez melhores.

Para entregar o melhor conteúdo para os meus clientes, preciso entender sobre o mercado deles e saber como planejam entregar o melhor produto ou serviço para o cliente deles.

Quer saber um pouco sobre steel frame ou sistemas fotovoltaicos? Quer entender como a telerradiologia ajuda o crescimento das clínicas? Ou já ouviu falar em imunohistoquímica?

Pois é, tudo isso faz parte da minha rotina de trabalho hoje. Além de aprender sobre o que os meus clientes fazem, eu aprendo todos os dias sobre marketing de conteúdo com os melhores profissionais do mercado. Como alerta o mestre Vitor Peçanha, o conhecimento e a capacitação estão ao alcance de qualquer pessoa. Basta querer!

Um ano após trocar o jornalismo esportivo pelo marketing digital, afirmo, sem a menor sombra de dúvida, que sou hoje um profissional muito mais capacitado e com melhor entendimento do mundo como um todo.

A paixão pelo esporte persiste e não é à toa que criei o Esporte & Marketing. Nesse espaço, espero compartilhar um pouco do meu conhecimento adquirido na maior empresa de marketing de conteúdo da América Latina, além de aprender com os feedbacks. E é claro, também vou poder produzir um pouco de conteúdo esportivo, minha eterna paixão. Espero que gostem, e toda crítica é bem-vinda!

Se quiser saber um pouco mais sobre o meu trabalho, como funciona a Rock Content ou como melhorar sua capacitação, estarei pronto para ajudar! Utilize os campos em contato para enviar seu e-mail ou aproveite o espaço para comentários nos posts.

Dica 1: acesse a Universidade Rock Content e tenha acesso a cursos organizados pelos melhores profissionais de marketing digital do Brasil!

Dica 2: quer trabalhar na Rock? Acesse o Rock Jobs e descubra quais vagas estão abertas!

 

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